PRÊMIO CAYMMI DE MÚSICA 2ª EDIÇÃO | 2016-2017

Não somos um movimento de música,
Somos a música em movimento.

Atemporal. Múltipla. Universal. Antes e agora, a produção musical da Bahia respira o novo. Livre, a arte da música baiana se move pelos tempos radicada pela cultura de seu povo, nos tons de sua terra e reverberando suas ondas para além de suas fronteiras – é movimento. Permeada pela energia peculiar desse lugar, a dinâmica vibrante dessa produção fez aqui artistas que traduziram o espírito de sua época. Dorival Caymmi era um deles.

Tradutor de seu tempo, Caymmi era único na arte de fazer enxergar a Bahia para além dos ouvidos. Sua música é vista e quase materializada em sensações. Uma ação sinestésica descompromissada, e até não proposital, que virou marca de outros que também por aqui se movimentaram: os grandes da Tropicália.

Do experimentalismo estético e do exercício da liberdade criativa veio a novidade tropicalista. Fundindo a música popular brasileira à época de 1967 e transcendendo tudo o que aqui se tinha como novo, o tropicalismo era ousado, sincrético e incorporador. Lotados de Bahia e sintonizados com o mundo, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Rogério Duarte, ícones tropicalistas baianos, ao lado de Rogério Duprat, Gal Costa, Tom Zé, Nara Leão, Capinan, Torquato Neto e banda Mutantes misturaram tradição e modernidade, berimbau e guitarra elétrica. Das suas letras saltavam cores e dos acordes, imagens que, fluidas e conexas, estamparam sua arte antológica e culminaram em uma intervenção nunca antes vista no país.

Quase cinquenta anos depois, a arte pulsante daqueles dialoga hoje com outros, novos, reverberantes e em movimento. Na era do pensamento colaborativo e das conexões em rede, o momento é de propagar sem limites. Mergulhado na arte tropicalista, o Prêmio Caymmi de Música vem em sua segunda edição destacar a música em movimento, valorizando a nova e efervescente produção musical, oportunizando os novos artistas e reverenciado aos que, por aqui, universalizaram a forma de fazer cultura.