MEMÓRIA CAYMMI

1914

Nasce Dorival Caymmi em Salvador, Bahia.

1927

Interrompe os estudos e começa a trabalhar na redação do jornal O Imparcial, como auxiliar.

1930

Escreve sua primeira música “No Sertão”.

1935

Estreia o programa "Caymmi e Suas Canções Praieiras" na Rádio Clube da Bahia.

1936

Venceu, como compositor, o concurso de músicas de carnaval com o samba “A Bahia também dá”.

1938

Muda-se para o Rio de Janeiro aspirando tentar a carreira de jornalista e o curso preparatório de Direito . Ainda em 38, apresenta-se na Rádio Transmissora cantando o samba "O Que É Que a Baiana Tem?", mais tarde incluído no filme Banana da Terra (1938), com Carmen Miranda, e que alcança sucesso nacional.

1939

Atua na famosa Rádio Transmissora do Rio de Janeiro. Ainda em 39 conhece Stella Maris, cantora iniciante com quem viria a se casar.

1940

"Samba da Minha Terra”

1942

"Rosa Morena"

1947

"Marina"

1952

"Não Tem Solução"

1953

"João Valentão"

1956

"Maracangalha"

1972

"Oração para Mãe Menininha" e "Modinha para Gabriela" entraram na trilha sonora da novela Gabriela.

2008

Morre Dorival Caymmi no RJ, Rio de Janeiro, por falência múltipla dos órgãos.

MEMÓRIA TROPICÁLIA

1964

Gilberto Gil, Caetano Veloso e Gal Costa sobem ao palco pela primeira vez juntos para a peça-concerto 'Nós, por exemplo', em agosto, durante a semana de inauguração do Teatro Vila Velha, em Salvador. Com eles ainda, Maria Bethânia e colaborações de Tom Zé e Fernando Lona. Além da Bossa Nova, o show contaria com influência de Dorival Caymmi, Dalva de Oliveira, Pixinguinha e Luiz Gonzaga. A peça foi sucesso de público e crítica e ganhou nova versão no mês seguinte.

1967

Em fevereiro, o carioca Hélio Oiticica expõe seu grande penetrável, batizado ‘Tropicália’ na mostra de artes visuais Nova Objetividade Brasileira, realizada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Em outubro, Caetano Veloso, acompanhado dos Beat Boys, e Gilberto Gil, acompanhado de Os Mutantes, apresentam suas canções ‘Alegria, alegria’ e ‘Domingo no Parque’ no III Festival de MPB da TV Record, em São Paulo. A música de Caetano classifica-se em quarto lugar; a de Gil, em segundo. Está inaugurado o Tropicalismo!

1968

O álbum coletivo ‘Tropicália ou Panis et Circencis’ é lançado. O disco reunia Caetano, Gil, Gal, Mutantes, Tom Zé e Nara Leão, e arranjos de Duprat. O jornalista Nelson Motta publica no jornal carioca Última Hora uma espécie de manifesto tropicalista bem-humorado intitulado “A cruzada tropicalista”. No mesmo ano, Gil e Caetano concorrem no Festival Internacional da Canção, da TV Globo, do Rio. “É proibido proibir”, de Caetano, acompanhado pelos Mutantes, é desclassificada, após violento discurso improvisado por Caetano, em reação às vaias da plateia.

1969

Depois de presos em dezembro do ano anterior, após o Ato Institucional nº 5, que minou os direitos civis e suprimiu a liberdade de expressão artística, Gilberto Gil e Caetano Velosos são soltos e seguem para Salvador. Lá, são submetidos a um regime de confinamento até julho. Os Mutantes lançam seu segundo LP, com arranjos de Rogério Duprat, ele dirige também o primeiro LP individual de Gal Costa. Ambos os discos são lançados Philips. Em julho, Caetano e Gil fazem seu show de despedida no Teatro Castro Alves, em Salvador. Em seguida, eles partem para o exílio na Europa.

1970

Em sua primeira aparição após o exílio, Caetano Veloso e Gilberto Gil dividem apresentações no Royal Albert Hall, em Londres. Hélio Oiticica faz o trabalho gráfico da capa de ‘Legal’, disco de Gal Costa. Gilberto Gil recebe o prêmio “Golfinho de Ouro”, do Museu da Imagem e do Som, pelo sucesso “Aquele Abraço”. O prêmio foi recusado pelo músico por meio do artigo “Rejeito + aceito = rejeito”, publicado no Pasquim.

1971

Gilberto Gil lança Gilberto Gil, álbum gravado na Inglaterra e cantado todo em inglês. É lançado no Brasil o disco “inglês” de Caetano Veloso, gravado no exílio e intitulado apenas com seu nome. Caetano Veloso retorna ao País apenas para participar de um programa na TV Tupi, com Gal Costa e seu grande ídolo, João Gilberto. Gilberto Gil faz algumas apresentações em Nova York, com cenário e luzes produzidos por Hélio Oiticica.

1972

Caetano Veloso e Gilberto Gil retornam ao Brasil. No carnaval de Salvador, o Trio Tapajós consagra a volta dos tropicalistas tocando na Praça Castro Alves, em cima do caminhão batizado de “CAETANAVE”, os sucessos “Atrás do trio elétrico” e “Chuva, suor e cerveja”, ambas de Caetano Veloso. É lançado no Brasil o inspirado disco Transa, gravado por Caetano Veloso ainda no exílio, com Jards Macalé, Perinho Albuquerque e Tuti Moreno.

*fonte-base: site tropicalia.com.br