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Festival Caymmi leva a nova música da Bahia ao Passeio Público

23 março 2017,   By ,   0 Comments

Evento gratuito começa nos dias 8 e 9 de abril com programação que destaca novos artistas e valoriza as manifestações urbanas da cidade

Os jardins seculares do Passeio Público vão reverberar a nova música da Bahia durante o Festival Caymmi de Música, que começa nos dias 8 e 9 de abril. Gratuito e aberto ao público, o Festival vai ocupar praças e espaços públicos de diversos bairros de Salvador em quatro finais de semana que vão até o final de maio com intensa programação.

Além de show protagonizado por novos artistas baianos – concorrentes ao Prêmio Caymmi de Música –, e com participação de nomes nacionais, o evento vai destacar a multiplicidade dos movimentos urbanos da cidade, valorizando o consumo consciente, a sustentabilidade e o pensamento colaborativo, e promovendo atividades de bem-estar, oficinas artísticas, feira de trocas, vivências, gastronomia e mostras de coletivos criativos já atuantes nos bairros e no entorno dos locais que receberão o evento.

Tendo a música como fio condutor dessa movimentação, o Festival Caymmi estreia no dia 8 de abril (sábado) reunindo em um espetáculo musical, sob direção artística de Márcio Meirelles, os artistas Flávia Wenceslau, Junior Maceió, Irmão Carlos e Quabales, todos concorrentes na categoria ‘Show’ ao Prêmio Caymmi de Música. A participação especial fica por conta da cantora paulistana Anelis Assumpção.

No dia 9 (domingo), sobem ao palco Sarau do Poeta, Luedji Luna, Forró da Gota e Renata Bastos. O cantor Curumin é a participação confirmada da tarde. Além dos concorrentes da categoria ‘Show’, as produções dos concorrentes às categorias ‘Videoclipe’, também serão apresentadas durantes os Festivais. Ao todo 80 videoclipes serão incluídos na programação e veiculados ao público. As atividades da programação têm início às 8h e os shows acontecem às 16h.

“A proposta dos festivais é reverberar esta nova música da Bahia por toda cidade, de forma gratuita e agregadora. Como um movimento cultural, juntamos também outras linguagens artísticas, expandindo ainda mais as ondas sonoras do projeto”, explica Elaine Hazin, diretora geral do Festival. Ela salienta também que a participação do show concorrente nas edições do Festival Caymmi não significa a seleção ou indicação do inscrito como finalista ou vencedor do Prêmio nesta categoria. A curadoria é assinada pela Comissão Julgadora do Prêmio, que à medida que assiste aos shows concorrentes define uma grade artística para os eventos.

Para o superintendente de Promoção Cultural da SecultBA, Alexandre Simões, a iniciativa oferece ao público a oportunidade de conhecer o que de melhor se produz hoje na música baiana. “O público terá uma atividade de lazer de qualidade, gratuita, com várias atrações, podendo participar diretamente, interagir e, principalmente, se divertir à vontade”, ressalta.

Além do centro da cidade, em abril o Festival vai passar também pelo subúrbio ferroviário, nos dias 29 e 30, movimentando o Praça São Brás, em Plataforma. Em maio, o Festival Caymmi chega a Itapuã (dias 13 e 14), ocupando a Praça Vinicius de Moraes e, por último, movimenta o Parque da Cidade, nos dias 27 e 28.

Com realização da Via Press Comunicação e Eventos, o Festival Caymmi de Música conta com patrocínio da Vivo e do Governo do Estado, através da lei de incentivo estadual FazCultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, além da parceria da Prefeitura Municipal de Salvador e apoio da BAND Bahia, Band News FM, TVE e Rádio Educadora.

Música em Movimento no Passeio

Imbuído da missão de valorizar os espaços públicos que servirão de palco para suas atividades, e contribuindo com a sua revitalização, o Festival Caymmi, em um diálogo com a cidade, convida atores sociais e coletivos artísticos e culturais das comunidades do entorno a ocuparem, nesse primeiro evento, o Passeio Público – há séculos um ponto de cultura e movimentação artística e social de Salvador, já tendo abrigado inclusive um dos primeiros jardins botânicos da capital.

No sábado (8) as atividades de bem-estar começam às 8h com a prática de meditação Raja Yoga oferecida pela organização Brahma Kumaris. Às 9h, a Associação Que Ladeira É Essa e o coletivo Musas iniciam a ocupação artística do Festival com o bate-papo seguido de atividades de defesa pessoal do ‘Defesas Quilombolas’. A movimentação prevê ainda uma mostra expositiva do trabalho artístico desses coletivos que ficará aberta à visitação nos dois dias.

Dando espaço a criadores e artesãos, as feiras iniciam suas atividades às 10h, tanto no sábado quanto no domingo. No Trocadilho, o público terá a oportunidade de trocar entre si, de forma aberta e livre, produtos diversos. Já o Mercadilho destacará a atividade produtiva nos setores das artes visuais, moda, design e decoração tendo como premissas o consumo consciente e a sustentabilidade, com produtos feitos a partir de materiais mais naturais, de reuso e, alguns, biodegradáveis.

Também na manhã de sábado, às 10h30, o coletivo MUSAS ministra uma oficina prática aberta ao público de construção de bonecos e objetos em grandes dimensões a partir de material reciclado e técnicas de grafite. A gastronomia urbana estará presente nos foodtrucks que começam a oferecer seus produtos a partir das 12h, quando também tem início a discotecagem do coletivo Tropical Baiana. Às 14h, a comunidade do Solar do Unhão apresenta o Sarau do Gheto, performance com poetas e escritores locais.

No domingo (9), a programação tem início novamente às 8h com prática de yoga corporal oferecida pela professora Carla Dantas, que há três anos desenvolve o projeto gratuita ‘Amanhecer com Yoga’ em Salvador. Em seguida, junto com o início das feiras, às 10h, o Grupo Canela Fina realiza um Piquenique Musical com contação de histórias e inteiramente dedicado às crianças. Depois da gastronomia com os foodtrucks e da Vitrolagem com Tropical Baiana, o coletivo Sociedade da Prensa realiza a oficina Ateliê de Impressos. Já às 15h30, o coletivo Lugar de Gigantes realiza a última oficina do dia, dedicada à manipulação de bonecos gigantes, que desfilam, em seguida, em um mini cortejo.

Os Festivais Caymmi de Música contam com direção geral de Elaine Hazin, direção artística de Márcio Meirelles e direção musical de João Meirelles e Ronei Jorge. A concepção cenográfica dos espaços do Festival é assinada pela Mimo – Arquitetura Consciente, com criações do coletivo CRIA.

Feira de Trocas e Mercadilho

Muito além da Música, o Festival Caymmi promove em suas edições ações que valorizam o pensamento colaborativo, o consumo consciente, a economia criativa e a sustentabilidade, por isso, realiza o Mercadilho, com mais de dez artesãos, designers e criadores, e convida o grupo Permutantes a promover o seu Trocadilho, uma feira de trocas ampla, aberta a todos. Sob curadoria da artista multimídia Andrea May, o Mercadilho traz entre sues expositores dez produtores locais de artes visuais, moda, design e decoração.

Entre eles estão: Aromas & Energia, que trará produtos artesanais como gel relaxante, óleos de massagem e pós-banho e sprays para ambiente elaborados com os óleos essenciais extraídos de flores, folhas, cascas, raízes, sementes ou frutos que não agridem o meio ambiente; o Zim Color que é um pó colorido biodegradável, não tóxico, produzido à base de amido de milho e corantes alimentares; a Pedra Flor, com peças criadas artesanalmente tendo como temática principal a natureza e a sua organicidade, entre os produtos estarão como almofadas, vasos de concreto customizados handmade, quadrinhos decorativos e metros de tecidos estampados artesanalmente; a Será que Ornô? produz e reproduz “meios” ornamentais inspirados na cultura popular brasileira, com ênfase no nordeste, através de suas placas de madeira, e outros objetos populares, como tamboretes de feira, tábuas de servir, peneiras, caçuá, chapéus, etc; a Gabão.art & LP’s trará uma seleção discos (long-play e compactos) e algumas das mais recentes colagens em vinil reciclado.

Já entre as marcas que falam de moda e vestuário, a Atitocou explora novos materiais dentro do conceito da joalheria contemporânea, buscando uma intersecção entre arte, design e artesanato. As joias são todas feitas à mão, elaboradas com a casca do coco da piaçava, metais não ferrosos e papel; Dipapel Ateliê, com bijuterias elaboradas a partir do reaproveitamento de papel; a Quilombos & Flores apresentará o trabalho desenvolvido com lona de caminhão reciclada, transformadas em bags, nécessaires, carteiras, painéis e quadros decorativos; as marcas Projeto Indumentária e Oiticica dividem um estande dedicado à moda. Com conceito de brechó, trazem roupas, calçados, bijuterias, tudo de segunda mão e a preço justo; a designer Karla Issa fecha a lista de expositores com acessórios exclusivos feitos a partir de materiais recicláveis.

Coletivos Artísticos Urbanos

 

Nessa primeira edição, o Passeio Público recebe uma ocupação artística protagonizada pelo Centro Cultural ‘Que Ladeira é Essa?’, da Ladeira da Preguiça, que existe desde 2013, idealizado por Marcelo Teles, e com o objetivo de resgatar a autoestima e a cultura da comunidade da Ladeira, e hoje oferece cursos e oficinas de arte, educação, formação e esporte, além de manter diálogo constante com os moradores acerca de direitos sociais.

Além de abrir a programação com a produção em tempo real de uma tela – produzida pelo artista plástico Paulo Abraão, e exposta durante os dois dias de Festival -, o Que Ladeira é Essa irá promover no sábado um bate-papo com aula de capoeira Defesas Quilombolas, com os convidados Dhay Borges, coordenador nacional de mobilização do Coletivo de Entidades Negras, e Showquito, do grupo Inzo Capoeira.

O grafiteiro Júlio Costa, do coletivo MUSAS (Museu Street Arte de Salvador) promove também no sábado, às 10h30, a oficina Livres Expressões ministrada pelo artista plástico Júlio Costa, também grafiteiro e fundador do coletivo. Aberta a todos os públicos, a oficina vai trabalhar criação de estandartes artísticos a partir do corte e modelagem de papelão, técnicas de papietagem, pintura e grafite. Junto com a Que Ladeira é Essa, o MUSAS compõe a ocupação artística da Arena no Festival no Passeio.

Também no sábado, a comunidade do Solar do Unhão realiza, em parceria com o Coletivo de Entidades Negras, às 14h, o Sarau do Gheto. Criado, segundo o coordenador Pareta Calderasch, com intenção de resgatar por meio da literatura a autoestima dos negros do bairro, o sarau reúne poetas e artistas da comunidade em performances e leituras.

Convidada do domingo, a Sociedade da Prensa é formada pelos amigos Flávio Oliveiras, Tiago Ribeiro e Laura Castro e faz experimentos em cartazes, publicações, cadernos, encartes diversos, cartões e outros suportes móveis, trabalhando principalmente com a serigrafia. No Festival, o coletivo promove, às 13h, a oficina Ateliê de Ofícios que oferece ferramentas para a customização do material gráfico e compartilhamento de métodos artesanais em ateliês como estêncil e serigrafia.

Também no domingo, o coletivo Lugar de GigAntes promove duas atividades coletivas e abertas. Às 13h, uma oficina de manipulação de bonecos gigantes. O gigante a ser manipulado será o ‘Boitatá’, serpente de fogo, construído com inspiração nos Dragões de Nagazaki. A oficina consiste no aprendizado corporal coletivo para que a serpente gigante ganhe vida. A manipulação do gigante requer oito pessoas trabalhando juntas, realizando manobras complexas numa verdadeira dança. O grupo se une, em seguida, à Junta Salvador, que reúne jovens e adolescentes no aprendizado de percussão corporal e instrumental. Gigantes, participantes e Junta seguirão em um mini cortejo pelo Passeio Público, às 15h10.

Vivo Transforma

O Prêmio Caymmi de Música tem o patrocínio exclusivo da Vivo. Por meio da plataforma Vivo Transforma, a empresa incentiva a cultura baiana em suas diferentes vertentes e contribui para a transformação social por meio da democratização do acesso e a valorização dos talentos locais. A Bahia é o segundo estado em número de iniciativas apoiadas pela operadora e também em destinação de recursos incentivados em todo o País. “Ficamos muito contentes em proporcionar ao público baiano o acesso a projetos que promovem a inclusão, conquistam plateias e deixam um legado cultural relevante para a sociedade por meio da música”, diz a diretora de Sustentabilidade da Vivo, Joanes Ribas. Em 2016, foram mais de 3,8 milhões de reais investidos pela Vivo em nove projetos na Bahia. Saiba mais em vivotransforma.com.br.

Programação Festival Caymmi – Passeio Público

SÁBADO – 8/abril

8h – Meditação, com Brahma Kumaris
9h – Ocupação/bate-papo Defesas Quilombolas*(Que Ladeira É Essa?)
10h – Início das Feiras – Mercadilho + Trocadilho
10h30 – Oficina Livres Expressões* (Júlio Costa_grafiteiro/Musas)
12h – Gastronomia – Foodtrucks
12h – Vitrolagem, com Tropical Baiana
14h – Sarau do Gheto (comunidade Solar do Unhão)
16h – Show | Flávia Wenceslau, Junior Maceió, Irmão Carlos e Quabales – Participação Anelis Assumpção

DOMINGO – 9/abril

8h – Yoga, com Carla Dantas
10h – Início das Feiras – Mercadilho + Trocadilho
10h – Piquenique Musical, com Canela Fina
12h – Gastronomia – Foodtrucks
12h – Vitrolagem, com Tropical Baiana
13h – Oficina Ateliê de Ofícios* (coletivo Sociedade da Prensa)
13h – Oficina de Manipulação de Bonecos Gigantes* (coletivo Lugar de GigAntes)
15h10 – Mini cortejo de Bonecos Gigantes (coletivos Lugar de GigAntes e Junta Salvador)
16h – Show | Sarau do Poeta, Luedji Luna, Forró da Gota e Renata Bastos – Participação Curumin

*Inscrições no local, 1h antes de cada atividade. Vagas Limitadas!

 

Serviço:

Festival Caymmi de Música
Datas: 8 e 9 de abril (sábado e domingo)
Atrações: Flávia Wenceslau, Junior Maceió, Irmão Carlos e Quabales (sáb) | Sarau do Poeta, Luedji Luna, Forró da Gota e Renata Bastos (dom)
Participações especiais: Anelis Assumpção (sáb) e Curumin (dom)
Local: Passeio Público (Campo Grande)
Horário: Atividades – a partir das 8h | Shows – 16h

ENTRADA FRANCA

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